13 junho 2009
12 junho 2009
Feira da terra
É o grande evento em Cantanhede. As festas cá da terra são muitas e durante todo o ano. Tudo é pretexto para montar tasquinhas. É a feira das reduções, é a feira das velharias, é a feira do emprego, e é a feira municipal com packs de 10 meias a 5€ na tenda dos ciganos, aos dias 6 e 20 de cada mês.
Mas esta, esta é a Feira com F grande, é o culminar de todos os ensaios. É a EXPOFACIC. Começou ainda eu era catraia, com uns 20 stands que cabiam no parque de estacionamento da Escola Secundária, e desde então tem crescido a olhos vistos. Neste momento é uma monstruosidade de stands, artesanato, carrocéis, e claro, tascas. Tem uns 4 ou 5 palcos com actuações em simultâneo. É a loucura.
Desde que cá vieram os Excesso, não mais deixou de contratar belas cabeças de cartaz, com nomes como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Nelly Furtado, Scorpions, White Snake, enfim...
Mas este ano é o abuso. Olhem-me só para isto... o Tony!!! O Tony Carreira vem cá!! (hehehe, não, ele já cá vem há muitos anos, e é sempre recebido com autocarros e autocarros de fêmeas fervorosas e, se não me engano, no cio).
Portanto, escolham o dia que mais vos cai no goto, que aqui a amiga paga uma sardinhita, ou uns pica-paus, uma morcela de arroz e, vá, uma mini para empurrar.
Apareçam! Mas não tragam a família toda, que dá muita despesa.
10 junho 2009
Ao desconcerto do mundo
No seguimento do último post e porque antes de mais, hoje é o teu dia... esta é para ti, zarolho.Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
Luís de Camões
Perseguição
Tenho um péssimo hábito. Pensar que as frases que algumas pessoas põem no MSN têm alguma coisa a ver comigo. Grande estupidez, não é? Mania da perseguição.No entanto, há dois contactos que me apresentam hoje frases interessantes, que para vocês certamente não diriam um cu - mas a mim, dado a eventos recentes, dizem muito. Estes dois contactos, digamos que, agora, de cada vez que os vejo, quer na rua, quer na minha lista do MSN, dá-me um aperto na garganta, uma cólica nas entranhas, apetece-me arreganhar os dentes, espetar as unhas num tronco... Que é como quem diz: dor de corno.
(perdoem-me a pobreza da linguagem - eu sei fazer pior)
Apesar da história digna de novela da TVI em que me vi envolvida (que é como quem diz: f... bem, vocês sabem) por estas pessoas tão queridas, resolvi na altura adoptar uma postura socialmente correcta e mantive o contacto, supérfluo, de sorriso amarelo, o mais falso que pode haver (o que envolve trocar risinhos parvos e exclamações terminando em "..., linda!" à boa maneira das gajas que não se podem ver uma à outra; e cumprimentar cordialmente com um "olá" desprovido de qualquer empatia, como faço com todos os gajos que me metem nojo).
Mantive-me na minha, cool, rising above...
Mantive-me na minha, cool, rising above...
Até aqui aguentei-me bem. Custou gramar com os palermas a celebrar a sua felicidade primaveril a toda a hora, com carinhos pouco subtis duas filas à minha frente no anfiteatro. Era só eu ter o braço mais comprido e um problema de anger management e a maquineta do datashow voava na direcção deles. É muita falta de consideração. Mas entretanto, eu subia aos Céus em complacência, de maneira que só a minha amigona do coração me ouviu um bufar impaciente. Quanto a isso não posso fazer nada, não vou faltar às aulas só para não os ver.
Mas porra. Vão-se catar. No meu MSN mando eu. Depois de um vai-não-vai-ó-Teresa-achas-mesmo-que-é-preciso?, excluí os contactos. Problema resolvido. Cantem para aí de galos que eu já não vos ouço.
Só faltam 3 semanas de estágio. Countdown to peace...
09 junho 2009
Ora sim senhor
É isto que o povo quer ouvir. Dêem-lhes boas notícias!
Não esperava, da parte deste jornal, publicidade enganosa deste tipo. Se os leitores forem como eu, e só tiverem tempo para olhar na diagonal para os títulos e imagens, então viram costas ao quiosque sem demora e entram na pastelaria da esquina para enfardar duas bolas de Berlim e 1,5L de coca-cola à merenda, de modo a guardar espaço para o jantarinho de dose de cavalo de batata frita com ovo estrelado e torresmos... porque, pelos vistos, faz bem.
Não esperava, da parte deste jornal, publicidade enganosa deste tipo. Se os leitores forem como eu, e só tiverem tempo para olhar na diagonal para os títulos e imagens, então viram costas ao quiosque sem demora e entram na pastelaria da esquina para enfardar duas bolas de Berlim e 1,5L de coca-cola à merenda, de modo a guardar espaço para o jantarinho de dose de cavalo de batata frita com ovo estrelado e torresmos... porque, pelos vistos, faz bem.
Vão lá fáchavor e leiam a notícia toda.
"Educação para a saúde" à parte, digam lá que esta bola de Berlim não tá apetitosa, hmm? Ai que aquilo é tão bom...
Mini-férias!
Ah!!Maravilha...
Cheguei a casa com as tralhas para umas mini-férias. Abençoadinhos feriados.
A semana não podia ter começado pior, o que vale é que passou rápido (hehe, se todas as semanas tivessem só dois dias de trabalho...).
O último mês de estágio, na Psiquiatria mulheres. Segunda-feira, uma salinha pequena cheia de raparigas (doze, a minha turma) a olhar expectantemente para a porta, quando entra um dos médicos. Põe-se dois segundos a olhar para nós, para depois soltar um "Ena pá.......... SÓ GAJAS!!" Gente louca aquela. Vinha daí a minutos a saber que aquela peça ía ser o meu tutor.
Tirando isso, valha-me Nossa Senhora... é o degredo.
Este país está de tal maneira que não se vê mais nada senão depressões. É de suspirar de alívio quando se ouve qualquer coisa que não um "não gosto de andar na vida" (por alguém que claramente não conhece a conotação da expressão "andar na vida"), ideias suicidas fixas (apesar de duvidosas...) ou um ataque de choro porque a alta está eminente e não se está para deixar o relax do internamento, onde não há comida para fazer nem casa para arrumar, nem a mãe, a avó e os primos, todos uma "cambada de ingratos" para cuidar... Uma espécie de mini-férias para algumas doentes, portanto.
É assim, com entusiasmo, e algum medo, que me aproximo de uma psicótica hostil para perguntar (entre outras coisas obviamente necessárias ao diário clínico) se tem comido bem, e ficar a ouvir o quanto ela comia sopa quando era nova e que hoje em dia ninguém faz sopa (sem deixar de contar, com todos os pormenores e todas as voltas que uma conversa pode dar, quantos regos de couves o marido - que está ali, aponta ela para o ar ao fundo da cama, como se o estivesse mesmo a ver - plantava nas terras, para então se lembrar de falar no casamento e nas doenças da mãe, e na p* da nora, para voltar de novo à sopa).
Parece que tem piada mas não tem piada nenhuma. Só que, se não virmos as coisas por esse lado, enfim... Há histórias mirabolantes, chocantes, e aquela gente não está a receber cachet de actor de filme dramático, é mesmo a sério.
É triste, e saio de lá com o astral de rastos.
E depois há aquelas, que vivem num mundinho só seu, em que tudo faz sentido, por mais anormal que seja. Uns olhos vivos e umas falinhas mansas... completamente sem noção da doença. Uma felicidade que não deixa de fascinar...
Quem sou eu para falar? Também vivo num mundo desses, exclusivo, com direito a vulcões (a minha ira?) e a uma rosa bem/mal cuidada (o amor?).
Por isso é que vou aproveitar estas mini-férias para... relaxar?... ir à praia?... preguiçar no sofá?... pôr o sono em dia?... sair com os amigos?... passear com a família?... apanhar sol e comer gelados?... perder tempo a surfar na net?... ver filmes até me doerem os olhos?... (os momentos de sanidade mental são mesmo precisos...)
Não. Baah..... é para estudar. :(
07 junho 2009
Pim-pam-pum
Tenho a confessar que não acompanhei minimamente estas eleições. Eu sei que é meu dever, e meu direito, a abstenção é o protesto mais fácil, não-sei-quê pardais ao ninho; mas eu fui votar, não me crucifiquem já..
Mal vejo televisão durante a semana, dos jornais, só leio a capa quando passo pelo quiosque à entrada dos HUC, não há nada mais seca que a política e mudo de canal de cada vez que vejo um engravatadinho com um sorriso amarelo prestes a pregar o sermão aos peixes com petas que funcionavam no tempo em o Hérman tinha piada (enfim, a comparação é infeliz, só me lembrei disto agora porque, pensando bem nas vezes que olhei para a televisão na semana passada, elas incluem a notícia do avião caído e um vislumbre do Hérman sentado ao lado do José Eduardo Moniz, ambas na tv do canto da enfermaria da Medicina Intensiva - é para verem como eu ando altamente concentrada no meu trabalho).
Sim sim, que irresponsabilidade, não fazer uma escolha fundamentada.. whatever! Tenho tanto em que pensar, e estas eleições são uma treta.
No entanto, quase que tive vergonha quando, em conversa, vim a saber que um dos candidatos era meu vizinho (vá, Celas é grande, mas é meu vizinho), e eu nem nunca tinha ouvido falar no nome dele. Por pouco saía eu à rua numa destas noites de Verão que têm estado, para ir deixar o lixo e ainda o encontrava junto ao ecoponto, fazia conversa mole entre uma garrafa de óleo FULA e uma embalagem de OMO à mão (se isso fosse meu hábito), e ainda me punha a mandar bitaites sobre o partido dele (se eu estivesse a par disso). Era no mínimo, constrangedor.
Adiante, hoje entrei na minha escolinha primária para ir votar. A última mesa, como sempre. Ainda sou nova. Na minha antiga sala de aula, como sempre. Vazia. O pessoal da minha geração está-se nas tintas para isto. Eu incluída, que por acaso saí para tomar café com os papás e, visto que eles iam votar, fui na onda. Senão era abstenção pela certa e vinha ver um filme para casa. Entregaram-me uma folha A4 com tantas hipóteses que até me assustei. Cum caneco!! Eu não sabia que havia tantos partidos. Tantos cães para um osso que pelos vistos era bom e não me disseram. Não deixei de me rir com o nome de alguns deles, e fiquei mais tempo na box que o que era necessário. A fazer o quê? Não é da vossa conta, está no segredo dos deuses. Dobrei a folhinha como mandam as regras e enfiei lá na ranhura. Missão cumprida. Voltei para casa e interessa-me tanto quem ganha como o pé-de-atleta do Papa. Tenho orgulho de ser portuguesa.
Ah, se queriam realmente ler uma opinião política séria com consciência social, há para aí bons blogs para isso..
It's a new life for me
Birds flying high... you know how I feel
Sun in the sky... you know how I feel
Reeds driftin' on by... you know how I feel
It's a new dawn, it's a new day, it's a new life
For me
And I'm feeling good
Fish in the sea... you know how I feel
River running free... you know how I feel
Blossom in the tree... you know how I feel
It's a new dawn, it's a new day, it's a new life
For me
And I'm feeling good!!
dos fantásticos Muse
O que é que aprendeste em 25 anos?
Aprendi a andar sem ir com o nariz ao chão, a falar sem inventar palavras, a vestir-me sem ser do avesso, a comer com a boca fechada e os talheres nas mãos certas, a lavar os dentes todos até os lá do fundo, a não fazer chi-chi na piscina, a não tirar macacos em público e fazer bolinhas, a associar o chocolate aos surtos de borbulhas, a associar as palpitações à aproximação da carinha laroca da turma, a não pôr saquinhos de chá com agrafos no microondas, a não acender o fogão com isqueiro (porque queimo sempre os pêlos dos dedos e fico a cheirar a porco)... Enfim, o básico (já é mais que muita gente aprende no dobro ou o triplo do tempo).
Aprendi que é possível estar bem sozinha. Aprendi que consigo fazer planos mesmo me imaginando sozinha no futuro (até safaris e backpacking na Austrália). Aprendi que ninguém constrói o nosso futuro a não ser nós mesmos.Aprendi que não tenho que fazer o que não quero para agradar os outros. Aprendi que não tenho que aturar gente que não gosto, que me dão seca ou que até me deixam doente, só porque tenho pena, porque não consigo ser desagradável, ou porque não sei dizer que não.
Aprendi que não gosto de dar satisfações.
Aprendi que detesto tabaco, detesto o fumo, detesto cinzeiros cheios de beatas, e que sou preconceituosa quanto a quem fuma. É que é demasiada estupidez, não entendo.
Aprendi que ando muitas vezes na rua a pensar com os meus botões e a olhar para o chão (não encontro tantas moedas como isso), o que, para além de me poder fazer perder coisas e caras bonitas que me passem ao lado, faz com que me depare com demasiados escarros alheios. E isso é nojento.
Aprendi que a família próxima e os amigos real thing são mesmo o melhor da vida.
Aprendi que certas decisões que temos que tomar, para nosso bem, podem magoar pessoas que gostamos, e não conheço, até agora, maior angústia que essa.
Aprendi que devemos olhar sempre em frente e deixar o passado para trás. Não há outra maneira.
Aprendi que a família próxima e os amigos real thing são mesmo o melhor da vida.
Aprendi que certas decisões que temos que tomar, para nosso bem, podem magoar pessoas que gostamos, e não conheço, até agora, maior angústia que essa.
Aprendi que devemos olhar sempre em frente e deixar o passado para trás. Não há outra maneira.
Aprendi que é fácil viciarmo-nos em café!
Aprendi que não gosto da maioria da música comercial, a não ser para ir dançar.
Aprendi que estou longe de ser perfeita, mas gosto do que sou e não queria ser diferente.
Aprendi que não há nada como nos conhecermos a nós próprios, e que os momentos de soul searching são realmente elucidativos.
Aprendi a não dar lugar à raiva.
Aprendi que há coisas que se dizem e há coisas que são só nossas, caso contrário perdem o encanto.
Aprendi que certas coisas, a beleza, a juventude, as pessoas… são efémeras, e há que ter sempre isso em mente. Tipo uma vez por semana.
Aprendi que a vida é complicada, mas não tanto como achava há anos atrás. Como tudo, é uma questão de hábito.
Aprendi que não gosto da maioria da música comercial, a não ser para ir dançar.
Aprendi que estou longe de ser perfeita, mas gosto do que sou e não queria ser diferente.
Aprendi que não há nada como nos conhecermos a nós próprios, e que os momentos de soul searching são realmente elucidativos.
Aprendi a não dar lugar à raiva.
Aprendi que há coisas que se dizem e há coisas que são só nossas, caso contrário perdem o encanto.
Aprendi que certas coisas, a beleza, a juventude, as pessoas… são efémeras, e há que ter sempre isso em mente. Tipo uma vez por semana.
Aprendi que a vida é complicada, mas não tanto como achava há anos atrás. Como tudo, é uma questão de hábito.
Aprendi que as paixões nos transformam por completo e trazem ao de cima o pior (e o melhor?) em nós.
Aprendi que uma grande tampa traz grande sabedoria (tudo tem o seu lado bom!).
Aprendi a gostar das pequenas coisas, dos pequenos momentos. Não é frase feita, é mesmo a sério!
Aprendi que há tempo para gastar com escritas profundas e há tempo que tem que ser gasto a estudar o Harry (é agora a seguir!).
Aprendi que uma grande tampa traz grande sabedoria (tudo tem o seu lado bom!).
Aprendi a gostar das pequenas coisas, dos pequenos momentos. Não é frase feita, é mesmo a sério!
Aprendi que há tempo para gastar com escritas profundas e há tempo que tem que ser gasto a estudar o Harry (é agora a seguir!).
05 junho 2009
O bichinho cá dentro...
Quase dois anos feitos desde a minha última postagem... e o bicho de escrever foi maior.Hibernou este tempo todo, só para recuperar forças, aperceber-se que não podemos lutar contra a nossa natureza, e sair da toca completamente renovado, feroz e pronto para a aventura. Não sou capaz de lhe fugir muito tempo, ele volta sempre. Apanha-me pelas canelas e põe-me um teclado à frente.
Apesar de estar no (provavelmente) mais difícil e decisivo ano da minha vida... acho que é por isso mesmo que resolvi recuperar o meu escape.
Desde que aprendi a escrever que tenho um diário; quando deixei os diários começaram os blogs; e quando deixei os blogs perdi as estribeiras. É o meu tratamento anti-stress. (não desvalorizando a maravilhosa massagem anti-stress que as minhas amigonas me ofereceram nos anos - ai, vida boa!)
Portanto... não foi uma (re) entrada triunfal, pois não?
Eu também não sou dessas coisas. Conquisto aos poucos.. ;)
Inté!
06 julho 2007
Eye of the tiger
Esta música põe-me sempre a cantar... Não consigo evitar, gosto do Rocky!... :D
Risin' up, back on the street
Did my time, took my chances
Went the distance, now I'm back on my feet
Just a man and his will to survive
So many times, it happens too fast
You change your passion for glory
Don't lose your grip on the dreams of the past
You must fight just to keep them alive
Chorus:
It's the eye of the tiger, it's the cream of the fight
Risin' up to the challenge of our rival
And the last known survivor stalks his prey in the night
And he's watchin' us all in the eye of the tiger
Face to face, out in the heat
Hangin' tough, stayin' hungry
They stack the odds 'til we take to the street
For we kill with the skill to survive
chorus
Risin' up, straight to the top
Have the guts, got the glory
Went the distance, now I'm not gonna stop
Just a man and his will to survive
chorus
The eye of the tiger (repeats out)...
Did my time, took my chances
Went the distance, now I'm back on my feet
Just a man and his will to survive
So many times, it happens too fast
You change your passion for glory
Don't lose your grip on the dreams of the past
You must fight just to keep them alive
Chorus:
It's the eye of the tiger, it's the cream of the fight
Risin' up to the challenge of our rival
And the last known survivor stalks his prey in the night
And he's watchin' us all in the eye of the tiger
Face to face, out in the heat
Hangin' tough, stayin' hungry
They stack the odds 'til we take to the street
For we kill with the skill to survive
chorus
Risin' up, straight to the top
Have the guts, got the glory
Went the distance, now I'm not gonna stop
Just a man and his will to survive
chorus
The eye of the tiger (repeats out)...
25 maio 2007
4 ou 5
Quem disser que o Chalet Pedrosa é um destino turístico cobiçado por muitos apenas por altura da serenata da Queima, pela sua vista singular para a amálgama de capas negras abaixo das suas janelas, engana-se.
O Chalet tem uma localização privilegiada durante todo o ano, com uma diversificada oferta cultural, combinando história, património e coisas parvas de uma forma excepcional.
Ora vejam lá.. as vistas das nossas janelas.
(chaletpedrosa.blogspot.com/)
O Chalet tem uma localização privilegiada durante todo o ano, com uma diversificada oferta cultural, combinando história, património e coisas parvas de uma forma excepcional.
Ora vejam lá.. as vistas das nossas janelas.
(chaletpedrosa.blogspot.com/)
06 abril 2007
Coimbra à noite
Don't you just love it?
Talvez um pouco calminha demais... obviamente que as fotos foram tiradas em alguma época de exames.. péssimo timing.
(é assim que se escreve timing?..)
Este video não é da minha autoria, mas ando a preparar um, e esse sim, vai ser uma bomba!..
Road to Queima era perfeito mas já tem patente, vou ter que arranjar outro título.
Brevemente, num blog perto de si. ;)
03 fevereiro 2007
Hello stranger
Eu sei, eu sei, nunca mais cá pus os pés!.. Não me ralhem mais..
A vida anda complicada, a inspiração é pouca, e toda a gente fala do aborto, que seca.
Bom, mas para me redimir, fiquem lá com esta pérola: dois dos meus artistas preferidos.. together!
Frank Sinatra & Elvis Presley, Love me Tender, 1957
A vida anda complicada, a inspiração é pouca, e toda a gente fala do aborto, que seca.
Bom, mas para me redimir, fiquem lá com esta pérola: dois dos meus artistas preferidos.. together!
Frank Sinatra & Elvis Presley, Love me Tender, 1957
09 janeiro 2007
15 dezembro 2006
Oásis
Um bem-haja a todos os que por aqui passam, perdidos, e tentam, como eu, fazer por deixar a sua marca neste pequenino ecossistema que é o nº3 da rua dos Coutinhos. Convido-vos, sem ter direito a isso, a fazerem o mesmo!
Let the games begin!
(post gémeo copiado na íntegra do que eu fiz para o novo blog para o qual vou contribuir, O Chalet Pedrosa, o diário de uma casa típica de estudantes, na Alta de Coimbra, onde eu passo grande parte do meu tempo...)
02 dezembro 2006
Insanidade é bom e eu gosto
1. Na hora de almoço, sente-se no seu carro estacionado, ponha uns óculos escuros (tipo polícia) e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. Veja se eles diminuem a velocidade. 2. Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer batatas fritas a acompanhar.
3. Coloque o seu recipiente do lixo sobre a mesa de trabalho e escreva nele, "Entrada de Documentos".
4. Desenvolva um estranho medo aos agrafadores.
5. Ponha café descafeinado na máquina de café, durante três semanas. Quando todos tiverem perdido o vício da cafeína, mude para café expresso.
6. No verso de todos os seus cheques, escreva, "referente a suborno".
7. Sempre que alguém lhe disser alguma coisa, responda "isso é o que tu pensas".
8. Termine todas as suas frases com "de acordo com a profecia".
9. Ajuste o brilho do seu monitor para o nível máximo, de forma a iluminar toda a àrea de trabalho. Insista com os outros de que gosta assim.
10. Sempre que possível, salte em vez de andar.
11. Pergunte as pessoas de que sexo são. Ria, histericamente, depois delas responderem.
12. Quando for à ópera, cante com os actores.
13. Vá a um recital de poesia e pergunte a toda a gente por que é que os poemas não rimam.
14. Descubra onde o seu chefe faz compras e compre exactamente as mesmas roupas. Use-as um dia depois do seu chefe as usar. Tem, ainda, mais impacto, se o seu chefe for do sexo oposto.
15. Mande e-mail's para o resto da empresa, dizendo o que está a fazer, em cada momento. Por exemplo: "Se precisarem de mim, estou na casa de banho".
16. Coloque um mosquiteiro a volta da sua secretária e ponha um CD com sons da floresta, durante o dia inteiro.
17. Quando sair dinheiro da caixa Multibanco, grite.
18. À hora do jantar, anuncie aos seus filhos: "devido a nossa situação económica, vamos ter que mandar um de vocês embora" .
19. Todas as vezes que vir uma vassoura, grite "Amor, a tua mãe chegou!".
(via e-mail)
25 novembro 2006
C'MOOOOON!!
Pois é, quem é que ainda não conhece os bonequinhos de pano do anúncio ao novo Opel Corsa, os já famosíssimos C.M.O.N.S.?
Famosíssimos??, perguntam vocês. Ah pois. Andava eu por aqui, como quem não quer a coisa, à procura destas coisas fofas, visto que me cairam no goto e o C'mon se me agarrou à língua, e vejam lá que descubro que eles são um fenómeno. Consta que os White, Red, Blue, a Cherri e a Moo têm personalidades distintas, empregos, manias e até formam uma banda que causou sensação nos MTV Music Awards.
Não acreditam, é? Sigam lá os meus passos e depois não digam que não vos avisei para o choque.
1. Clickem aqui e explorem bem o site a partir do menu em cima e das setas, que vos permitem vaguear pela C(om)mon Street, supostamente em Barcelona.
2. Quando chegarem à parte Band, percam um minutinho para ouvir uma ou duas músicas da banda. A sério. As letras são riquíssimas. Convém é não terem cordas com nós de forca nem facas afiadas à mão.
3. Na parte Viva Vintage, divirtam-se como no tempo em que faziam roupas para as Barbies (ou para os Action Man's) e não se esqueçam de mandar alguma coisa aqui à vossa amiga.
4. Quando isso estiver tudo muito bem revistado, vão aqui, clickem em Ver e deliciem-se com os vários episódios que se dão a escolher do lado direito.
E então.. estava a mentir?Se é no carro que estão interessados, clickem na imagem.. já que estou a fazer publicidade, faço-a toda...
18 novembro 2006
Tv Tv Tv!!!
Aaaai, que eu tenho que ir ao mercado e vir de lá carregadinha de sacos de tomates!! Então este pessoal não conhece o LOST??? ("Perdidos", em tuguês)
Dava na RTP1, ao Domingo à tarde, se não me engano.. como tiro os episódios da net, não sei bem o horário da tv..
Neste momento está parado, à espera dos episódios da 3ª série, que já começou nos USA.
Vá, meninos e meninas, façam um favor a vós mesmos e toca de arregaçar as mangas para tirar a série da net ou arranjar o dvd..
E já agora, pela saúde do vosso bom humor, fiquem a saber que começou outra excelente série no canal 2, que passa aos Sábados às 22h30.. My name is Earl promete!.. (também já tenho uns 18 episódios e aquilo é fixe a valer :P)

Dava na RTP1, ao Domingo à tarde, se não me engano.. como tiro os episódios da net, não sei bem o horário da tv..
Neste momento está parado, à espera dos episódios da 3ª série, que já começou nos USA.
Vá, meninos e meninas, façam um favor a vós mesmos e toca de arregaçar as mangas para tirar a série da net ou arranjar o dvd..
E já agora, pela saúde do vosso bom humor, fiquem a saber que começou outra excelente série no canal 2, que passa aos Sábados às 22h30.. My name is Earl promete!.. (também já tenho uns 18 episódios e aquilo é fixe a valer :P)

Imagem egloos.
14 novembro 2006
You all everybody
Quem não segue esta série que se levante para que seja apupado e atingido com tomatinhos podres e cheios de formigas..
Já cá cantam seis episódios da série 3 (ontem saiu mais um! alguém já tem?).. keep on comming!!.. (meninas.. o Rodrigo Santoro está a ser uma grande desilusão..)
Mas pronto, como tenho os episódios todos não comprei o DVD e só agora soube que trazia um extra delicioso.. hihihi!..
Fiquem com os Driveshaft, de Charlie Pace, em You All Everybody!
Já cá cantam seis episódios da série 3 (ontem saiu mais um! alguém já tem?).. keep on comming!!.. (meninas.. o Rodrigo Santoro está a ser uma grande desilusão..)
Mas pronto, como tenho os episódios todos não comprei o DVD e só agora soube que trazia um extra delicioso.. hihihi!..
Fiquem com os Driveshaft, de Charlie Pace, em You All Everybody!
11 novembro 2006
De boas intenções..
Pfffffffffffffffff!!!! Mudei para o Beta Blogger.. "Garantimos que o seu blog vai ficar na mesma, mas com mais features, bla bla bla.."
Mentiraaa!!!
Passei o último quarto de hora de volta do Template, a curar as feridas que fizeram ao meu bloguinho!
Baaah... ao menos agora tenho uma conta Gmail.
(a imagem não tem nada a ver.. foi só para desanuviar..
E já nem os tamanhos small, medium e large das fotos são as mesmas!! Grrr!.. >:| )
08 novembro 2006
Giro??
NÃO!!! Ridículo!! Uma vez recebi um mail do género com o título:
Prémios "O meu dono é uma besta" .. e realmente.. coitados.
Gosto bastante (bastante mesmo) de cães e gatos, mas é.. ao natural!!
Coisas DESTAS metem-me nojo.
É assim.. se quiserem vestir o vosso pet no Carnaval ou no Hallowe'en.. epah, tudo bem, mas não me apareçam à frente.
07 novembro 2006
05 novembro 2006
Fight Club
Ontem estive até às 3 da manhã a ver um filme de porrada.E porquê?
Não foi porque me fartei de ser uma menina delicada e anseio enveredar por caminhos mais rudes (eu até sou/era uma grande fã do Rocky e não é por isso que deixo de usar meias com bonecos e pôr amaciador no cabelo), não foi pelos atributos físicos (bastante interessantes) dos actores, também não foi porque gosto de me massacrar com os intervalos da TVI, não.
Foi principalmente por insónias (Latada, horários trocados e tal..). O que até tem a sua piada, porque é delas que o filme trata desde o início, e acerca de como o personagem de Edward Norton (nunca chegamos a saber o nome dele) vai lidando com elas..
Digamos só que um filmezeco não era suficiente para lhe fazer chegar o João Pestana..
Pois é, comecei assim, recostada no sofá, embrulhada num cobertor da SATA, a ver o que aquilo dava e acabei por gostar bastante.
Eu sei que grande parte da população visitante deste blog (pelo menos aquela porção que comenta) é masculina, portanto já deverão conhecer este filme de trás para a frente há que tempos. Para os restantes, ai ai ai que eu não gosto nada de fazer resumos de filmes, portanto, fica aqui só um cheirinho para aguçar a curiosidade.
Bom resto de fim de semana!
Só mais uma coisa: sabem como se faz o sabão? Com gordura, sim.. e sabem qual a gordura ideal para fazer o melhor sabão? A humana. Só para dizer que no filme rouba-se tecido adiposo de uma clínica de cirurgia plástica (lipoaspirações) para fazer sabão e vender nas melhores lojas.. as ricaças irão assim lavar-se com a sua própria gordura.. Bela forma de fazer reciclagem, ou não? :p
Imagem amazon.
02 novembro 2006
Coisas que é bom saber
Perguntam vocês:
Oh Teresa, diz-me lá quantos anúncios da Vodafone passam durante um intervalo na TVI?
E não é que eu sei responder?
A média é de 8, e a duração do intervalo de cerca de 5minutos.
Façam agora lá as contas a quanto isso nos dá cabo da cabeça. (e eu até sou 91, ora vejam se não fosse!)
A musiquinha, a musiquinha.. tititriti tiriti titiriti tiriti, titititirititirititiriti..!
Oh Teresa, diz-me lá quantos anúncios da Vodafone passam durante um intervalo na TVI?
E não é que eu sei responder?
A média é de 8, e a duração do intervalo de cerca de 5minutos.
Façam agora lá as contas a quanto isso nos dá cabo da cabeça. (e eu até sou 91, ora vejam se não fosse!)
A musiquinha, a musiquinha.. tititriti tiriti titiriti tiriti, titititirititirititiriti..!
01 novembro 2006
Fechados para balanço
Tão a ver aquela música..?Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sá-ba-dooo.. Domingooo!!
Vai a malta passear!
7 dias da semana..
E um só p'ra descansar!
Vamos lá então adaptar isso:
Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo, Se-gun-daaa.. e Terça!!
Vai a malta p'rá Latada!
7 dias só de festa..
Nem um p'ra ficar sentada!
:)
Foto Albano J. Pereira
27 outubro 2006
21 outubro 2006
Boas notícias..
"Os pandas gigantes são uma espécie ameaçada mas este ano já nasceram 25 destes ursos em cativeiro na China... O número recorde fez com que tivessem companhia para brincar nesta árvore do Wolong Giant Panda Protection Center, na província chinesa de Sichuan."Foto Color China Photo/AP
in Público.
16 outubro 2006
?! ..take 2
Começo a dançar à beira do precipício da loucura..
Há coisas muito estranhas por aí.. há há..
14 outubro 2006
Come-me



Esculturas com frutas.. o meu (e o vosso) primeiro pensamento: desperdício. Mas vá, as coisas até ficam engraçadas nas mesas dos casamentos e não se pode negar que é uma forma de arte.. Ah, mas há tanta gente a morrer de fome neste mundo! e.. já os papás diziam Não se brinca com a comida! Pois, não ralhem comigo, não sou eu que as faço, só me limito a passar a informação..
E já agora há mais informação aqui e aqui. Até é giro.
Imagens via e-mail.
"É tão fácil dizer.."
"Hakuna matata" is a Swahili phrase that is commonly translated as "no worries".
Há um pouco por toda a internet (cof, cof..) blogueiros em desassossegos pouco saudáveis devido à minha falta de inspiração. Mas não temam, meus amigos, que não há (ainda) razão para devorarem tresloucadamente as unhas até ao punho nem corroerem os vossos estômagos com ácidos aos jorros, dando azo ao exacerbamento de velhas úlceras amigas.. porque, com alguma sorte, melhores dias chegarão (se hoje é sexta-feira 13, amanhã será sábado 14 - o quer que isso queira dizer).. não sei para quando, mas algures ainda antes das galinhas ganharem dentes.. e até se diz por aí que acabou a crise.. bom.. será lá por altura disso se tornar verdade.
A minha ausência nas andanças da creatividade deve-se a uma e uma só razão: (atenção, muita atenção, olhares atentos, dedos a apontar para o alto, exclamações abafadas, tambores tambores.. e tcharaaam!!..) tralha.
Tralha a mais na caixa da mioleira.. engrenagens, correntes, rodas dentadas, parafusos soltos, peças enferrujadas que nunca ninguém soube onde encaixar, chaves e fechaduras que não pertencem umas às outras, martelos pneumáticos, frigideiras oleosas, telefones sem teclas e.. garfos. Raios parta, que confusão!! Vou dar em doida assim! É tanta coisa.. nem vos digo..
E não é que no meio de tudo isto.. o meu desejo mais íntimo e possante é sair a correr pela selva (salvo seja), a levantar os braços e a assustar os pássaros e depois parar e dar início a uma caminhada lenta, de pés descalços na vegetação fria.. e a cantar, só para mim, mas a plenos pulmões: Hakuuuna Mataaata!..
E lembrar-me só que ainda há noites que me deixam.. (de ressaca, sim, mas também..) carregada de ácido láctico nos músculos das maçãs do rosto (?), de modo que ao outro dia, se não fossem as recordações de boas gargalhadas.. falar e mastigar se tornaria uma actividade tremendamente dolorosa.
Façam o mesmo e não se inquietem com nada que não valha a pena.
A Je aqui sabe a letra toda da música em questão (e as falas do filme inteiro) porque.. pronto.. é do meu tempo.. mas para quem não tem essa sorte.. talvez não seja pior acompanharem antes esta versão.. :P
Há um pouco por toda a internet (cof, cof..) blogueiros em desassossegos pouco saudáveis devido à minha falta de inspiração. Mas não temam, meus amigos, que não há (ainda) razão para devorarem tresloucadamente as unhas até ao punho nem corroerem os vossos estômagos com ácidos aos jorros, dando azo ao exacerbamento de velhas úlceras amigas.. porque, com alguma sorte, melhores dias chegarão (se hoje é sexta-feira 13, amanhã será sábado 14 - o quer que isso queira dizer).. não sei para quando, mas algures ainda antes das galinhas ganharem dentes.. e até se diz por aí que acabou a crise.. bom.. será lá por altura disso se tornar verdade.
A minha ausência nas andanças da creatividade deve-se a uma e uma só razão: (atenção, muita atenção, olhares atentos, dedos a apontar para o alto, exclamações abafadas, tambores tambores.. e tcharaaam!!..) tralha.
Tralha a mais na caixa da mioleira.. engrenagens, correntes, rodas dentadas, parafusos soltos, peças enferrujadas que nunca ninguém soube onde encaixar, chaves e fechaduras que não pertencem umas às outras, martelos pneumáticos, frigideiras oleosas, telefones sem teclas e.. garfos. Raios parta, que confusão!! Vou dar em doida assim! É tanta coisa.. nem vos digo..
E não é que no meio de tudo isto.. o meu desejo mais íntimo e possante é sair a correr pela selva (salvo seja), a levantar os braços e a assustar os pássaros e depois parar e dar início a uma caminhada lenta, de pés descalços na vegetação fria.. e a cantar, só para mim, mas a plenos pulmões: Hakuuuna Mataaata!..
E lembrar-me só que ainda há noites que me deixam.. (de ressaca, sim, mas também..) carregada de ácido láctico nos músculos das maçãs do rosto (?), de modo que ao outro dia, se não fossem as recordações de boas gargalhadas.. falar e mastigar se tornaria uma actividade tremendamente dolorosa.
Façam o mesmo e não se inquietem com nada que não valha a pena.
A Je aqui sabe a letra toda da música em questão (e as falas do filme inteiro) porque.. pronto.. é do meu tempo.. mas para quem não tem essa sorte.. talvez não seja pior acompanharem antes esta versão.. :P
08 outubro 2006
07 outubro 2006
Anda cá coisa fofa!
"Khum Chaibuddee, encantador de serpentes, beija uma cobra rei no Ripley's Believe It or Not Museum, em Pattaya, na Tailândia. Chaibuddee conseguiu beijar 19 destas cobras altamente venenosas numa tentativa de estabelecer um novo recorde mundial."Há mesmo paixões (ou pancadas) para tudo..
Foto Sakchai Lalit/AP
in Público.
06 outubro 2006
Mais xuning..
Este deve andar na onda da Rua Sésamo..Ou foi à bruxa e soube que o Inverno ia ser rigoroso.. :P
Imagem gargalhadas.
05 outubro 2006
A Dália Negra
O que fazer num feriado? Dormir até tarde, almoçar ainda mais tarde, passear um bocadinho.. e cinema, pois então.É muito comum verem-se posts acerca de filmes que o(a) dono(a) do blog gostou particularmente e deseja recomendar aos seus leitores. Pois aqui passa-se exactamente o contrário. Lá por verem ali escarrapachado o poster, com um título soante e actores de aspecto saudável (talvez um exemplo feminino como a Scarlett Johansson esclareça melhor o Nunovsky acerca do significado da expressão.. :P), aguentem aí os cavalos. Não se ponham já a reservar bilhete para a sessão da meia noite, mesmo com lugares de primeira fila ao canto, porque.. numa palavra.. ou numa onomatopeia.. baaaah!..
Embora o assento fosse favorável a isso, o vício do café não me deixou sequer passar pelas brasas, no entanto.. as ressonadelas na sala (e estou mesmo a falar a sério) exterminaram por completo as minhas dúvidas acerca da possível qualidade do filme. Pelo menos em termos de entretenimento. Os meus pensamentos rondavam o Porque é que eu não fui ver o "Eu, Tu e o Dupree"?, o Quando é que aqueles palermas deixam de comer pipocas como se fossem animais ruminantes? e o Quando é que esta porcaria acaba?..
E uma coisa é certa.. se não se visse lá pelo meio o belo do rabinho do Josh Hartnett, estava agora a chorar baba e ranho pelos 4 euros deitados ao lixo. Está tudo dito.
Imagem impawards.
28 setembro 2006
Eu que nem gosto nada de azeitonas..
..e estas sabem-me tão bem..
Ai ai, que eu agora até troco e-mails com eles.. este blog está-me a sair melhor que a encomenda.. :)
Ai ai, que eu agora até troco e-mails com eles.. este blog está-me a sair melhor que a encomenda.. :)
27 setembro 2006
Ainda na onda da música..
.. e se calhar vou ter que mudar o nome do blog para Blues or Punk.Cá estão Os Azeitonas!
Ainda não identifiquei os constituíntes do turbilhão de bandas e canções que eles me fazem lembrar mas.. vá-se lá saber porquê.. acho-lhes piada.
Acabaram (há uns 2 meses) de lançar o single Sílvia Alberto e eu, como conceituadíssima crítica de música, já respeitada pelos visitantes deste blog, devo dizer, com toda a franqueza e perícia profissional (hmm.. redundância?) que.. gosto.
Não foram avistados por aí, e até à data, quaisquer videos oficiais deste tema, portanto, contentem-se com isto e isto.
E fico à espera de os ver ao vivo numa Latada bem perto de mim.. (se não os põem no cartaz vão haver dentadas e cabelos puxados naquela Associação)
P.S.: Prometo começar a postar acerca de outras coisas.. Irra, que é chata, esta Teresa, tem a mania!
26 setembro 2006
O meu cantinho
Lembram-se do Principezinho e do seu planeta? E se cada um de nós tivesse o seu?
Tanta chatice que se evitava, não?
TMX Elmo
O boneco que anda a fazer furor nos States e que já esgotou em todo o lado..
Sem mais comentários..
25 setembro 2006
Crazy podes crer
Pode até parecer que me ando a armar em crítica de música.. mas a verdade é que até sou.. e não me estou a armar. A minha crítica não é a do músico especialista com curso do Conservatório, a do locutor de rádio ou a do Jorge Gabriel (se até ele é comentador de futebol.. porque não?). Não. A minha crítica é baseada orgulhosamente no senso comum e no ouvido calejado. Dizem vocês: Que temos nós que ver com o que achas ou deixas de achar de coisas que não entendes? e eu dou-vos razão. Até porque vocês só cá põem os pés porque eu de vez em quando tenho umas fotos engraçadas ou uns links porreiros que vos levam daqui para fora. Digam lá se não é verdade.. Mas não faz mal, a sério. Já ultrapassei a fase da sweet denial, agora lido bastante bem com a situação. Só choro às vezes debaixo das mantas, quando chove lá fora e algum relâmpago abana a casa e eu me sinto profundamente alone.. mas fora isso.. tá tudo controlado.Portanto, epah.. se não for digam-me, mas.. é impressão minha ou.. esta música é potentíssima??
Does that make me crazy?? Possibly!..
23 setembro 2006
Karaoke
Tenho andado o dia todo a cantar esta música. Sabem como isso é irritante. Tão irritante que vos quero passar o testemunho, para que possam irritar mais pessoas aí em vossa casa. Acho que é uma causa nobre.Asseguro-vos de que não parti nenhum vidro (se isso acontecer com vocês.. não tenho nada a ver com isso) e que a banda sonora até combina muito bem com a actividade nada nada maçadora que é limpar o pó e fugir ao aspirador como o diabo da cruz.. num dia cinzento como este, com nuvens tão apertadinhas e amigas, que só de vez em quando se zangam umas com as outras, ou têm uma comichão, ou se espreguiçam para ter mais espaço.. e se descuidam, e deixam escapar uns raios de sol mais rebeldes por entre elas.
Cá está a musiquinha.. se não souberem a letra, eu dou uma ajuda.. se já a conhecem, então fechem os olhos e cantem com a mão no peito (o vosso) e uma expressão romântica (mais ou menos como se estivessem com cólicas renais).
Boas cantorias!..
"The Closest Thing To Crazy" - Katie Melua
How can I think I'm standing strong,
Yet feel the air beneath my feet?
How can happiness feel so wrong?
How can misery feel so sweet?
How can you let me watch you sleep,
Then break my dreams the way you do?
How can I have got in so deep?
Why did I fall in love with you?
This is the closest thing to crazy I have ever been
Feeling 22, acting 17,
This is the nearest thing to crazy I have ever known,
I was never crazy on my own...
And now I know that there's a link between the two,
Being close to craziness and being close to you.
How can you make me fall apart
Then break my fall with loving lies?
It's so easy to break a heart;
It's so easy to close your eyes.
How can you treat me like a child
Yet like a child I yearn for you?
How can anyone feel so wild?
How can anyone feel so blue?
22 setembro 2006
20 setembro 2006
19 setembro 2006
Acção!
Ontem senti-me como se entrasse num anúncio televisivo. Nota importante: eu era mesmo a personagem principal. Mas não daquelas que ficam conhecidas por uma só deixa de um guião reduzido, como Ok Teleseguro, fala a Marta.. ou L'ORÉAL.. porque eu mereço. Não, eu fui uma personagem principal mesmo sem dizer nada. Aí é que está a beleza da coisa.
Pensei mesmo Então é assim que se sente aquela gente que ganha um cachet miserável para dar a conhecer ao mundo e às donas de casa um novo detergente da louça. Só que eu nem recebi cachet. Raios. Se soubesse, tinha-me prevenido com um contrato, redigido por mim e com muitas letrinhas pequenas. Tenho que fazer uma coisa dessas para levar sempre na carteira, onde quer que vá. Nunca se sabe quando teremos necessidade de assinar um contrato ilegal.
Acho que fui, nesta ocasião, influenciada pela pequena multidão que anda aí por Coimbra, a fazer alvoroço na Universidade, na Sé Velha e na Baixa, com câmaras, reflectores, carrinhas com roupas e a gritar Silêncio por favor, vamos começar.. Acção!
Parece que andam a filmar uma novela épica.. não me inscrevi para figurante, mas sinto uma compaixão desmedida pelos coitados que se dignaram a vestir uns trajes académicos do século passado, com collants, um vestido largo tipo saco de batatas e o belo do sapatinho de fivela (só escapa mesmo a capa comprida que vai tapando quase tudo), que passam o dia em pé, debaixo de um sol abrasador como só há nesta cidade abençoada, que também recebem um cachet miserável.. mas que ainda assim conseguem sorrir porque vão aparecer na televisão.
Ora bem.. passeava-me eu então nos corredores de um desses supermercados que todos nós conhecemos (se não há cachet, também não digo qual é), na demanda das comprinhas necessárias, quando me apercebo da musiqueta ritmada que serve de fundo a esta experiência encantadora. É uma melodia que desconheço, da qual já nem me lembro agora, mas que, mesmo assim, agradou ao ouvido. Agradou tanto ao ouvido, que o maroto fez passar a felicidade ao pescoço, aos braços, à cintura, às ancas e aos pés.. de modo que dali a nada já toda eu dançava ao som da musiqueta. Não pensava em grande coisa, somente em acompanhar o ritmo ao mesmo tempo que alcançava graciosamente uma lata de atum e me dirigia em seguida à prateleira dos cotonetes.. quando ouço a voz de uma senhora (daquelas dos anúncios No meu tempo não-sei-o-quê só custava tantos euros..) que tinha parado ao fundo do corredor e ficado a olhar para mim por cima do ombro, que sorriu e disse, com uma voz serena e pausada como se um qualquer realizador imaginário lhe tivesse dito para fazer dessa maneira: É por isso que eu cá venho.. também dou sempre um pézinho de dança..
Eu ri-me para ela, meio envergonhada mas mais que isso, divertida com a situação, e continuei o meu caminho. Podia jurar que naquele momento ouvia alguém dizer Corta! (ou no caso do brazuca que anda cá por Coimbra: Já cortou!) e fiquei a olhar em volta, à espera que alguém me viesse dar os parabéns pelo excelente desempenho, oferecer uma garrafinha de água, retocar a maquilhagem para o caso de ter que repetir a cena, pedir um autógrafo, oferecer-me outro trabalhito do género.. mas nada. Nunca ninguém senão aquela senhora tomaria alguma vez conhecimento do papel de relevo no mundo da televisão e no suspiro de alívio que eu fui dar ao departamento publicitário daquele supermercado em questão. Quando cheguei à caixa, ainda pensei que me fizessem um descontinho, mas nem isso, vejam lá. Ingratos!! Nunca mais lá volto.
Pensei mesmo Então é assim que se sente aquela gente que ganha um cachet miserável para dar a conhecer ao mundo e às donas de casa um novo detergente da louça. Só que eu nem recebi cachet. Raios. Se soubesse, tinha-me prevenido com um contrato, redigido por mim e com muitas letrinhas pequenas. Tenho que fazer uma coisa dessas para levar sempre na carteira, onde quer que vá. Nunca se sabe quando teremos necessidade de assinar um contrato ilegal.
Acho que fui, nesta ocasião, influenciada pela pequena multidão que anda aí por Coimbra, a fazer alvoroço na Universidade, na Sé Velha e na Baixa, com câmaras, reflectores, carrinhas com roupas e a gritar Silêncio por favor, vamos começar.. Acção!
Parece que andam a filmar uma novela épica.. não me inscrevi para figurante, mas sinto uma compaixão desmedida pelos coitados que se dignaram a vestir uns trajes académicos do século passado, com collants, um vestido largo tipo saco de batatas e o belo do sapatinho de fivela (só escapa mesmo a capa comprida que vai tapando quase tudo), que passam o dia em pé, debaixo de um sol abrasador como só há nesta cidade abençoada, que também recebem um cachet miserável.. mas que ainda assim conseguem sorrir porque vão aparecer na televisão.
Ora bem.. passeava-me eu então nos corredores de um desses supermercados que todos nós conhecemos (se não há cachet, também não digo qual é), na demanda das comprinhas necessárias, quando me apercebo da musiqueta ritmada que serve de fundo a esta experiência encantadora. É uma melodia que desconheço, da qual já nem me lembro agora, mas que, mesmo assim, agradou ao ouvido. Agradou tanto ao ouvido, que o maroto fez passar a felicidade ao pescoço, aos braços, à cintura, às ancas e aos pés.. de modo que dali a nada já toda eu dançava ao som da musiqueta. Não pensava em grande coisa, somente em acompanhar o ritmo ao mesmo tempo que alcançava graciosamente uma lata de atum e me dirigia em seguida à prateleira dos cotonetes.. quando ouço a voz de uma senhora (daquelas dos anúncios No meu tempo não-sei-o-quê só custava tantos euros..) que tinha parado ao fundo do corredor e ficado a olhar para mim por cima do ombro, que sorriu e disse, com uma voz serena e pausada como se um qualquer realizador imaginário lhe tivesse dito para fazer dessa maneira: É por isso que eu cá venho.. também dou sempre um pézinho de dança..
Eu ri-me para ela, meio envergonhada mas mais que isso, divertida com a situação, e continuei o meu caminho. Podia jurar que naquele momento ouvia alguém dizer Corta! (ou no caso do brazuca que anda cá por Coimbra: Já cortou!) e fiquei a olhar em volta, à espera que alguém me viesse dar os parabéns pelo excelente desempenho, oferecer uma garrafinha de água, retocar a maquilhagem para o caso de ter que repetir a cena, pedir um autógrafo, oferecer-me outro trabalhito do género.. mas nada. Nunca ninguém senão aquela senhora tomaria alguma vez conhecimento do papel de relevo no mundo da televisão e no suspiro de alívio que eu fui dar ao departamento publicitário daquele supermercado em questão. Quando cheguei à caixa, ainda pensei que me fizessem um descontinho, mas nem isso, vejam lá. Ingratos!! Nunca mais lá volto.
18 setembro 2006
17 setembro 2006
Há coisas que me tiram do sério
Alguém aqui gosta de touradas?
Se sim, então a porta da rua, (ou, neste caso, o quadradinho vermelho com um X no canto superior direito da janela) é a serventia da casa. Por mais que eu aprecie, e muito, as visitas que me fazem, gostaria de saber que quem as faz tem um pingo que seja dessa tal inteligência de que tanto o ser humano se gaba.
Mas antes de irem, porém, percam um tempinho para ler isto.. e pode ser que possam voltar um dia destes, com a mente mais lúcida.
Dificilmente se muda a opinião de alguém que concorda com Touradas. Isso é normalmente adquirido pela educação, e a razão pouco costuma conseguir influenciar.
No entanto, ficam expostas algumas respostas aos argumentos mais vulgares de quem se esforça por tentar justificar uma prática sem justificação. Para quem se decidir a pensar.
1- As Touradas são uma tradição antiga e por isso devem ser defendidas e perpetuadas.
As touradas são de facto uma tradição (importada de Espanha). Mas isso por si só não deve justicar que se pratiquem. As tradições normalmente têm origem em tempos antigos, em que as sociedades, mentalidades e modos de vida eram bastante diferentes dos actuais. Com o tempo, o Homem e as suas comunidades tendem a aperfeiçoar e desenvolver a sua forma de viver e pensar. Chama-se a isso evolução. É por essa razão que já não tomamos banho com baldes de àgua aquecida numa fogueira, é por essa razão que a escravatura, que tanto agradava a algumas pessoas, foi abolida e é também por essa razão que já não acreditamos que basta dançar ou sacrificar um animal para fazer chover. As tradições, por muito bonitas que sejam, só fazem sentido quando são compatíveis com as formas de pensar e os conceitos vigentes. Como hoje em dia, o respeito pelo sofrimento dos animais começa a fazer parte da forma de pensar de muita gente, as Touradas deveriam ser postas em causa, ou repensadas, colocando na arena, por exemplo, o Toureiro nu em frente ao Touro (sempre era mais masculino do que com aqueles fatos). E cada um que se desenrascasse. Isso era espectáculo!
2- Se não fossem as Touradas e os seus adeptos, a raça dos Touros Bravos já estava extinta.
Isto é evidentemente falso. Os Pandas e outros animais que correram risco de extinção nunca serviram para as Touradas e continuam a existir. Felizmente existem no nosso país reservas e espaços destinados a que determinadas raças subsistam caso os seus habitats naturais não o permitam. De qualquer forma com certeza de que os aficcionados que tanto dizem amar os Touros se esforçariam para que estes sobrevivessem mesmo que não servissem para nada. Independentemente de tudo isto, o mais importante é deixar claro que perpetuar uma espécie de animais apenas para que estes possam ser usados em espectáculos que se baseiam no seu sofrimento não é um acto nobre nem louvável. E muito menos favorável ao próprio animal. Se é pra isso, que se extingam!
3- Quem não gosta ou não concorda, não veja.
Felizmente na nossa sociedade, as coisas não são assim. Se toda a gente fechasse os olhos às injustiças que se passam à sua volta o mundo seria certamente bastante diferente. É evidente que quando sabemos que se passa algo com que não concordamos, o remédio não é olhar para outro lado. Isso já muita gente faz em relação a demasiadas coisas. Este argumento é tão despropositado que torna-se quase ridículo combatê-lo. No entanto pode dizer-se o seguinte: Quem se insurge contra as touradas não o faz por prazer nem proveito próprio. Esse esforço deve, por isso, ser respeitado por quem consegue assistir ao espectáculo sem a mínima misericórdia e reflexão pelo que lá se passa.
4- Quem é contra as Touradas devia preocupar-se com outras coisas que também são feitas, nomeadamente o abandono de cães.
O Ser Humano tem a capacidade de se preocupar com várias coisas ao mesmo tempo. É uma espécie de dom. O facto de se ser contra as Touradas não invalida que a pessoa não se preocupe com muitas outras coisas que se fazem a outros animais. Não é por haver uma guerra no Iraque que não nos podemos preocupar com os assaltos ou com a inflação. Há sempre coisas mais e menos graves, mas temos evidentemente o direito de nos preocupar com todas. Certamente que quem critica as touradas insurge-se também contra o abandono de cães, lutas organizadas de animais e muitos outros assuntos.
5- Quem diz que é contra as touradas é hipócrita porque muitas vezes maltrata os cães e outros animais.
Esta é uma afirmação que não se baseia em nada (nem em lógica nem em senso comum) a não ser na experiência pessoal que eventualmente alguém terá. Pessoas e argumentos hipócritas haverá sempre, e não é por isso que se pode generalizar e tomar a parte pelo todo. Ao contrário daquela afirmação, o razoável é supor que quem é contra as touradas preza os sentimentos dos animais de uma forma profunda e geral. E é normalmente isso que se verifica.
6- O touro praticamente não sofre com o que lhe é feito na arena.
É de facto difícil afirmar o que é que um Touro sente numa tourada. No entanto, os estudos científicos (http://articles.animalconcerns.org/ar-voices/archive/pain.html) feitos até agora apontam no sentido de que as agressões sofridas antes e durante as corridas sejam não só dolorosas mas incapacitantes. O touro fica com nervos e músculos rasgados, e a quantidade de sangue que perde continuamente enfraquece-o. Não parece ser sensato pensar que isto pode ser agradável para o Touro, ou mesmo indiferente. O touro, tal como os outros mamíferos, ao ter sistema nervoso central tem capacidade para sentir dor, ansiedade, medo e sofrimento. E os sinais exteriores que mostra na arena denunciam essas emoções. Não é portanto razoável aceitar a ideia de que os Touros sofrem pouco numa tourada.
7- Os Touros nascem para serem lidados. São animais agressivos por natureza.
Uma coisa é o instinto de sobrevivência e auto-defesa de um animal, outra é o seu temperamento e personalidade. Embora o cortex cerebral de um Touro seja bastante mais básico do que o Humano (o que faz com que a sua personalidade seja igualmente menos complexa), cada animal tem o seu próprio temperamento, fruto, como no Homem, de factores genéticos associados a experiências vividas. O que todos têm em comum dentro da espécie é a sua técnica de defesa, que utilizam sempre que se sentem em perigo. Isto não deve ser confundido com a chamada "natureza" do animal. Com certeza que um Touro saudável deixado em paz no campo não anda a atacar tudo o que se mexe.
8- Se quem gosta, respeita a opinião de quem não gosta, porque é que quem é contra não respeita a opinião contrária?
Toda a gente respeita as opiniões de todos e na realidade a opinião de quem é favorável às touradas também deve ser respeitada. A sua prática é que não. É fácil entender isto se pensarmos que Hitler era da opinião de que todos os Judeus deviam ser exterminados. Mesmo que alguém tenha o direito a ter opiniões bizarra sobre qualquer assunto a sua colocação em prática não tem que ser respeitada nem tolerada se isso for ilegítimo. Se a prática de Touradas choca contra princípios considerados importantes por quem se lhes opõe, esta não tem que ser admitida.
9- A arte de tourear é tão bonita que seria uma pena perdê-la.
A “arte” de tourear pode de facto ser considerada bonita e ter grande mérito artístico e principalmente técnico. Mas perde toda a legitimidade quando necessita de fazer sofrer física e psicologicamente animais para ser executada. Tal sofrimento não se pode exigir a um animal que não tem nada a ver com o assunto. É injusto, prepotente e cobarde fazê-lo. Esta arte é bonita, mas injusta e cobarde e nenhuma arte pode ter mérito assim. Nesse aspecto penso que todos concordarão. É uma arte desonrosa, para utilizar a linha de valores da tauromaquia. A arte de lutar até à morte dos gladiadores era considerada bastante mais honrosa e bonita por quem assistia. Mesmo essa acabou. Será também uma pena?
10- As Touradas enaltecem a nobreza do Touro.
Só uma mente muito ignorante ou distorcida pode realmente acreditar que os Touros quando vão para uma arena cumprem um qualquer desígnio divino. A justificação de que o Touro é nobre por lutar pela vida numa tourada vem de quem alimenta o seu negócio e enriquece à custa deste espectáculo perverso mas rentável. A nobreza é um conceito inventado pelo homem. Na natureza todos os animais são iguais e todos lutam pela sobrevivência. Ninguém duvida de que o Homem, numa luta com as suas armas e condições consegue ser superior a qualquer outro animal. Tentar provar isso numa luta desigual não é nobre, é estúpido.
(...)
Fonte gaia.org.
Se sim, então a porta da rua, (ou, neste caso, o quadradinho vermelho com um X no canto superior direito da janela) é a serventia da casa. Por mais que eu aprecie, e muito, as visitas que me fazem, gostaria de saber que quem as faz tem um pingo que seja dessa tal inteligência de que tanto o ser humano se gaba.
Mas antes de irem, porém, percam um tempinho para ler isto.. e pode ser que possam voltar um dia destes, com a mente mais lúcida.
Dificilmente se muda a opinião de alguém que concorda com Touradas. Isso é normalmente adquirido pela educação, e a razão pouco costuma conseguir influenciar.
No entanto, ficam expostas algumas respostas aos argumentos mais vulgares de quem se esforça por tentar justificar uma prática sem justificação. Para quem se decidir a pensar.
1- As Touradas são uma tradição antiga e por isso devem ser defendidas e perpetuadas.
As touradas são de facto uma tradição (importada de Espanha). Mas isso por si só não deve justicar que se pratiquem. As tradições normalmente têm origem em tempos antigos, em que as sociedades, mentalidades e modos de vida eram bastante diferentes dos actuais. Com o tempo, o Homem e as suas comunidades tendem a aperfeiçoar e desenvolver a sua forma de viver e pensar. Chama-se a isso evolução. É por essa razão que já não tomamos banho com baldes de àgua aquecida numa fogueira, é por essa razão que a escravatura, que tanto agradava a algumas pessoas, foi abolida e é também por essa razão que já não acreditamos que basta dançar ou sacrificar um animal para fazer chover. As tradições, por muito bonitas que sejam, só fazem sentido quando são compatíveis com as formas de pensar e os conceitos vigentes. Como hoje em dia, o respeito pelo sofrimento dos animais começa a fazer parte da forma de pensar de muita gente, as Touradas deveriam ser postas em causa, ou repensadas, colocando na arena, por exemplo, o Toureiro nu em frente ao Touro (sempre era mais masculino do que com aqueles fatos). E cada um que se desenrascasse. Isso era espectáculo!
2- Se não fossem as Touradas e os seus adeptos, a raça dos Touros Bravos já estava extinta.
Isto é evidentemente falso. Os Pandas e outros animais que correram risco de extinção nunca serviram para as Touradas e continuam a existir. Felizmente existem no nosso país reservas e espaços destinados a que determinadas raças subsistam caso os seus habitats naturais não o permitam. De qualquer forma com certeza de que os aficcionados que tanto dizem amar os Touros se esforçariam para que estes sobrevivessem mesmo que não servissem para nada. Independentemente de tudo isto, o mais importante é deixar claro que perpetuar uma espécie de animais apenas para que estes possam ser usados em espectáculos que se baseiam no seu sofrimento não é um acto nobre nem louvável. E muito menos favorável ao próprio animal. Se é pra isso, que se extingam!
3- Quem não gosta ou não concorda, não veja.
Felizmente na nossa sociedade, as coisas não são assim. Se toda a gente fechasse os olhos às injustiças que se passam à sua volta o mundo seria certamente bastante diferente. É evidente que quando sabemos que se passa algo com que não concordamos, o remédio não é olhar para outro lado. Isso já muita gente faz em relação a demasiadas coisas. Este argumento é tão despropositado que torna-se quase ridículo combatê-lo. No entanto pode dizer-se o seguinte: Quem se insurge contra as touradas não o faz por prazer nem proveito próprio. Esse esforço deve, por isso, ser respeitado por quem consegue assistir ao espectáculo sem a mínima misericórdia e reflexão pelo que lá se passa.
4- Quem é contra as Touradas devia preocupar-se com outras coisas que também são feitas, nomeadamente o abandono de cães.
O Ser Humano tem a capacidade de se preocupar com várias coisas ao mesmo tempo. É uma espécie de dom. O facto de se ser contra as Touradas não invalida que a pessoa não se preocupe com muitas outras coisas que se fazem a outros animais. Não é por haver uma guerra no Iraque que não nos podemos preocupar com os assaltos ou com a inflação. Há sempre coisas mais e menos graves, mas temos evidentemente o direito de nos preocupar com todas. Certamente que quem critica as touradas insurge-se também contra o abandono de cães, lutas organizadas de animais e muitos outros assuntos.
5- Quem diz que é contra as touradas é hipócrita porque muitas vezes maltrata os cães e outros animais.
Esta é uma afirmação que não se baseia em nada (nem em lógica nem em senso comum) a não ser na experiência pessoal que eventualmente alguém terá. Pessoas e argumentos hipócritas haverá sempre, e não é por isso que se pode generalizar e tomar a parte pelo todo. Ao contrário daquela afirmação, o razoável é supor que quem é contra as touradas preza os sentimentos dos animais de uma forma profunda e geral. E é normalmente isso que se verifica.
6- O touro praticamente não sofre com o que lhe é feito na arena.
É de facto difícil afirmar o que é que um Touro sente numa tourada. No entanto, os estudos científicos (http://articles.animalconcerns.org/ar-voices/archive/pain.html) feitos até agora apontam no sentido de que as agressões sofridas antes e durante as corridas sejam não só dolorosas mas incapacitantes. O touro fica com nervos e músculos rasgados, e a quantidade de sangue que perde continuamente enfraquece-o. Não parece ser sensato pensar que isto pode ser agradável para o Touro, ou mesmo indiferente. O touro, tal como os outros mamíferos, ao ter sistema nervoso central tem capacidade para sentir dor, ansiedade, medo e sofrimento. E os sinais exteriores que mostra na arena denunciam essas emoções. Não é portanto razoável aceitar a ideia de que os Touros sofrem pouco numa tourada.
7- Os Touros nascem para serem lidados. São animais agressivos por natureza.
Uma coisa é o instinto de sobrevivência e auto-defesa de um animal, outra é o seu temperamento e personalidade. Embora o cortex cerebral de um Touro seja bastante mais básico do que o Humano (o que faz com que a sua personalidade seja igualmente menos complexa), cada animal tem o seu próprio temperamento, fruto, como no Homem, de factores genéticos associados a experiências vividas. O que todos têm em comum dentro da espécie é a sua técnica de defesa, que utilizam sempre que se sentem em perigo. Isto não deve ser confundido com a chamada "natureza" do animal. Com certeza que um Touro saudável deixado em paz no campo não anda a atacar tudo o que se mexe.
8- Se quem gosta, respeita a opinião de quem não gosta, porque é que quem é contra não respeita a opinião contrária?
Toda a gente respeita as opiniões de todos e na realidade a opinião de quem é favorável às touradas também deve ser respeitada. A sua prática é que não. É fácil entender isto se pensarmos que Hitler era da opinião de que todos os Judeus deviam ser exterminados. Mesmo que alguém tenha o direito a ter opiniões bizarra sobre qualquer assunto a sua colocação em prática não tem que ser respeitada nem tolerada se isso for ilegítimo. Se a prática de Touradas choca contra princípios considerados importantes por quem se lhes opõe, esta não tem que ser admitida.
9- A arte de tourear é tão bonita que seria uma pena perdê-la.
A “arte” de tourear pode de facto ser considerada bonita e ter grande mérito artístico e principalmente técnico. Mas perde toda a legitimidade quando necessita de fazer sofrer física e psicologicamente animais para ser executada. Tal sofrimento não se pode exigir a um animal que não tem nada a ver com o assunto. É injusto, prepotente e cobarde fazê-lo. Esta arte é bonita, mas injusta e cobarde e nenhuma arte pode ter mérito assim. Nesse aspecto penso que todos concordarão. É uma arte desonrosa, para utilizar a linha de valores da tauromaquia. A arte de lutar até à morte dos gladiadores era considerada bastante mais honrosa e bonita por quem assistia. Mesmo essa acabou. Será também uma pena?
10- As Touradas enaltecem a nobreza do Touro.
Só uma mente muito ignorante ou distorcida pode realmente acreditar que os Touros quando vão para uma arena cumprem um qualquer desígnio divino. A justificação de que o Touro é nobre por lutar pela vida numa tourada vem de quem alimenta o seu negócio e enriquece à custa deste espectáculo perverso mas rentável. A nobreza é um conceito inventado pelo homem. Na natureza todos os animais são iguais e todos lutam pela sobrevivência. Ninguém duvida de que o Homem, numa luta com as suas armas e condições consegue ser superior a qualquer outro animal. Tentar provar isso numa luta desigual não é nobre, é estúpido.
(...)
Fonte gaia.org.
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